Crianças com síndrome de down: como vencer o preconceito
O preconceito é um grave problema social que afeta muitas pessoas. Comentários e prejulgamentos negativos no dia a dia dificultam o desenvolvimento e socialização do ser humano. E isso não é diferente no caso das crianças com Síndrome de Down, principalmente porque eles apresentam características que levam a sociedade a diferenciá-las negativamente. Muitos familiares se mostram inseguros ou não sabem como enfrentar o preconceito, seja na escola ou no próprio círculo familiar.
Neste artigo, mostraremos como vencer essa barreira e incluir as crianças com Síndrome de Down na sociedade.
Lidando com o preconceito desde pequenos
As pessoas com Síndrome de Down começam a sofrer com o preconceito nos primeiros estágios da vida. Devido ao desenvolvimento diferenciado e mais lento, os bebês podem ser alvo fácil de prejulgamentos.
Os limites presentes no dia a dia, podem e são vencidos pelas pessoas que convivem com o Síndrome de Down. Elas só precisam de paciência e oportunidade, por isso é necessário inclui-las e dedicar-se a ouvir o que elas têm a dizer. É interessante fazer acompanhamento com fonoaudiólogos, pois algumas vezes a criança pode ter dificuldade para desenvolver a fala. Um bom exercício para ajudar é conversar. Isso, simples assim. Converse com a criança, fazendo contato visual e ensinando a pronúncia das palavras.
Somado a isso, existem grupos de discussão para pais e parentes com crianças com Síndrome de Down, onde é possível aprender com as experiências de outras pessoas.
Com esse objetivo, lançamos o Portal Incluo que consiste em banco de dados especializado na temática da síndrome de down. Aqui é possível encontrar pessoas com down, profissionais, institutos e empresas, estabelecendo um rede exclusiva de compartilhamento sobre o assunto. Ainda não se cadastrou? Faça agora mesmo. É completamente gratuito! Cadastre-se aqui.
O primeiro contato com a sociedade
Aos poucos o bebê vai crescendo e é chegada a hora de frequentar a escola. Essa é uma fase muito importante da vida, pois para a maioria, é o primeiro contato com a sociedade, o que pode ser um choque.
Se possível, busque escolas que têm programas de inclusão para crianças com deficiência, que se dedicam a desenvolvê-las considerando as dificuldades que possam existir. Fique atento se existe uma tendência de infantilizar a criança com Down em relação as outras da turma, pois ainda que ela tenha um desenvolvimento diferenciado, não deve ser tratada como alguém diferente. A inclusão é a chave para a criança com Síndrome de Down vencer o preconceito.
Crianças com Síndrome de Down e o desenvolvimento escolar
Grande parte da nossa vida se dá na escola e muitos pensam que, por apresentarem um desenvolvimento intelectual tardio, as crianças com Síndrome de Down devem ser integradas em escolas especiais. Porém, poucos sabem que não é bem assim. Pesquisas recentes mostraram que crianças com Síndrome de Down se desenvolvem melhor ao estudarem em escolas regulares, justamente por se sentirem iguais às outras e receberem os mesmos desafios propostos. Lembra? Inclusão!
Além disso, lá pelos 5 anos de idade, é importante buscar outras formas de aprendizado, como música, arte, esporte, etc., para que a criança faça amizades e se desenvolva em sociedade. Quanto mais incentivarmos as crianças a conviverem com as diferenças, mais rapidamente nossa sociedade se tornará livre de preconceitos.
Atenção fraterna faz a diferença
As crianças com Síndrome de Down devem, acima de tudo, receber toda a atenção dos parentes. São eles os principais motivadores do desenvolvimento da criança, acompanhando de perto todas as etapas do seu crescimento e se responsabilizando por ações que poderão fazer toda a diferença no futuro dela.
Toda a sociedade deve mudar sua visão de mundo a fim de quebrar as barreiras do preconceito e isso se faz com empatia.
Cabe aos parentes, desde cedo, apoiarem as crianças com Síndrome de Down, ensinando-o valores a serem trabalhados e estimulados no convívio social, principalmente na escola, com outras crianças de sua idade.
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