Síndrome de down e a família: Ter ou não outro filho após o primeiro nascer com down
Planejar um filho significa fazer contas, seja financeiras ou temporais, pensar no futuro e no bem estar de toda a família. Mas, mais do que tudo isso, é fazer um novo projeto de vida, levando em consideração diversos fatores pessoais, profissionais e externos. Se decidir em ter ou não outro filho não é mesmo uma tarefa fácil, para os pais de filhos com síndrome de down, pode ser mais difícil ainda. Isso porque há uma preocupação natural sobre a atenção e os cuidados que o primeiro requer, já que, por exemplo, pode ser que ele faça atividades físicas com mais frequência, em casos de hipotonia muscular, passe por mais sessões de fonoaudiologia, em casos de atraso na fala e precise de maior atenção no acompanhamento escolar, em casos de dificuldade de alfabetização, que pode atrapalhar os planos dos que têm a vontade de aumentar a família.
Apesar das especificidades de cada realidade pessoal, é possível criar parâmetros para, finalmente, tomar uma decisão. Isso porque há ganhos em relação à dinâmica familiar e ao desenvolvimento de novas capacidades como …, que serão benéficas, especialmente ao primeiro filho. Listamos as questões principais que podem ser levadas em consideração em relação ao assunto:
Criação da irmandade
Apesar de muito se falar de comportamentos egoístas e geniosos de filhos únicos, fato que não passa de mito, já que dependendo da educação dos pais e atitudes dos filhos, esses últimos podem ter essas características ou não, independente do número de irmãos. Mas é certo que o desenvolvimento de um laço fraterno pode mudar as atitudes dos primogênitos, pois não só a maturidade evolui, mas como o surgimento de uma cumplicidade entre irmãos. No caso das pessoas com síndrome de down que são filhos únicos, então, ter um irmão tende a ser companhia mais que benéfica.
Espelho de estímulos
Levando em consideração o acompanhamento, a cumplicidade e o companheirismo, possíveis nas relações fraternas, um irmão é o melhor exemplo a “ser seguido” e a estimular o outro, de todas as formas. Seja na fala, alfabetização, prática de esportes ou convívio social, seja reforçando ou encorajando certo tipo de atitudes ou comportamentos que são copiados e podem resultar em ótimos ensinamentos.
Humanização e Proteção
Ter filhos é sinônimo de cuidar e ensinar. Eles estão em constante processo de aprendizagem, principalmente no estágio inicial da vida, que está relacionado à evolução motora ou intelectual. Desse modo, crescer será sempre apoiar-se nas pessoas ao redor para desenvolver capacidades e competências. Por esse motivo, ter um irmão pode ensinar ambos a serem mais humanos, mais cuidadosos e a se proteger mutuamente.
Neste vídeo, Leonardo Gontijo, fundador do Portal Incluo e do Instituto Mano Down responde um questionamento de dois leitores a respeito do assunto e sobre a dúvida de ter ou não outro filho, após o primeiro nascer com down.
Qual a sua opinião sobre o assunto? Você tem ou conhece famílias que tiveram mais filhos após o primeiro nascer com down? Escreva pra gente sua opinião.
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